segunda-feira, 21 de julho de 2014

Primeira Ilhada Profissional dos Curiosos

Este último fim de semana foi um passo importante para a evolução dos "Curiosos". Comprámos material a sério para fazer umas ilhadas com mais segurança e que nos permitem ir a pesqueiros antes praticamente inacessíveis. E se no Sábado fui aprender como se fazia com os excelentes professores Nuno Caçorino (Marafados para Pescar) e Manuel Oliveira (Fui à Pesca, ex-Gaviões do Mar), no Domingo peguei no meu tio e arrastei-o a uma aventura ilhada.



Para pesqueiro escolhi um que há muito queria testar, pois parecia-me ter boas condições para dar uns sargos. O que limitava a fé era o facto de os sinais nos últimos dias serem muito pouco positivos: pouco peixe, pequeno e a comer muito, muito mal. Mas tinha de ir experimentar.


O mar tinha uma porrada boa de vez em quando, mas tinha boas condições para dar uns peixes, assim eles quisessem. A passagem foi feita tranquilamente, e começámos a pescar. Sempre usando isco directamente apanhado no pesqueiro, durante a vazante as capturas, sem serem muitas, eram de excelente qualidade para a época do ano. Durante a enchente, com a ondulação a aumentar a força e o vento a soprar, as condições tornaram-se bastante mais difíceis. Para completar, apareceram algumas safias a comer muito mal, desiscando o isco mais facilmente. Ainda se apanharam 2 ou 3 sargos bons, mais uns quantos na volta de 200/250 g que foram devolvidos e meia-dúzia de safias, algumas devolvidas também. No total, tendo em conta as dificuldades e as pescarias anteriores, foi um resultado muito satisfatório para primeira pesca ilhada profissional dos curiosos, com a captura de alguns dentuças.







sábado, 21 de junho de 2014

Golfos (Laminárias) de regresso ao PNSACV?

Apesar dos meus 24 anos de idade, ainda me recordo bem das enormes algas castanhas que povoavam durante o Verão todos os caneiros, poças das praias ao longo da Costa Vicentina. As "caranguejeiras" abraçavam estas algas, vulgo golfos, e vinham com as navalheiras agarradas aos braços. Os polvos escondiam-se no seu interior, assim como dezenas ou centenas de outras espécies marinhas que as utilizavam como abrigo. Como tal, também atraía certos peixes predadores, como o sargo ou o robalo. 

O "burro" foi uma das espécies mais prejudicadas com o desaparecimento dos golfos.

De há cerca de 10/15 anos para trás, os golfos praticamente desapareceram da nossa costa. Tendo em conta a sua importância para muitas espécies, foi um rude golpe no ecossistema marinho das nossas praias. Por exemplo, o "burro" (espécie de peixe da família dos bodiões), coincidência ou não, diminuiu drasticamente o seu número nos nossos caneiros e "poças" desde essa altura.

Foi naturalmente com muito agrado que verifiquei, durante a minha "fugida" de 3 dias a Aljezur esta semana que passou, a presença de bastantes golfos. E em vários locais diferentes. Não ainda com o tamanho que podem atingir, mas a aparentarem bastante mais "saúde". Terá alguma ligação o Inverno especialmente rigoroso que tivemos? Será uma recuperação para continuar?





Assim, até dá gosto ver os fundos muito mais... dourados!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Uma aventura na Ilha

Hoje, uma vez que o meu tio desta vez é quem está ausente, lá tive de ir à pesca sozinho. Ando à meses à espera de uma oportunidade para ir fazer uma ilhada. Até agora, ou a faculdade não me permitia ou o mar não deixava. Desta vez, mesmo sozinho, tive de ir. E nada melhor que um sítio onde nunca tinha ido. Apenas tinha explorado cá de cima...

Primeiro passo, a descida. Já me tinham dito que era boa, e confiei. Mas confesso que quando vi umas cordinhas me assustei. Também olhei para o mar e vi que a passagem para ilha mexia bem... pensei duas vezes antes de continuar a descida. Mas lembrei dos "Marafados" e de como eles se ririam dos meus receios! E lá continuei...

A descida podia ser mais agradável, mas faz-se...
Uma vez lá em baixo, tinha de me preocupar mais com a passagem. O mar mexia de facto um pouco e ainda eram quase 40 metros a nadar, mas não me assustei, e passei sem sobressaltos. O que me chamou a atenção foi o facto de estar a nadar no meio de florestas de golfos (laminárias), que parecem este ano ter regressado ao PNSACV. Boa notícia!

Não se vê muito bem, mas a laminárias eram muito abundantes e com uma saúde e tamanhos já consideráveis.

A passagem para o pesqueiro, só mesmo a nado!

Depois de chegar à "ilha", então começar a pescar. As opções eram muitas, e como não conhecia a pedra, tive de andar a explorar. E que grande era. Comecei pela frente da pedra, onde ia sentindo algum peixe e se apanhava alguns pelo meio, mas nunca com o tamanho mais desejável. Com a maré baixa, lá encontrei um buraco completamente circundado de pedras, mas onde as ondas entravam a deixavam aquela àgua branquinha mesmo boa para dar  qualquer coisa... e foi esse buraco que me salvou o dia, com os 2 melhores peixes do dia, um sargo com cerca de 600g e um valente "matateu" (media exactamente 40 cm). Com o mar a encher tive de sair dali, antes de me vir embora ainda fui apanhar umas safias ao lado norte da pedra.

Os dois que deram algum "brilho" à pescaria.
Assim terminou a aventura, hei-de voltar ali mas de preferência acompanhado. Felizmente correu tudo bem, mas sozinho não é realmente o mais aconselhável. Serviu para explorar a pedra, e deu para apanhar uns peixinhos, já foi bom.

domingo, 1 de junho de 2014

Pascoa 2014

Desde o fim de semana da Páscoa até este dia, muitos dias se passaram. Tive a oportunidade de ter estado cá 5 semanas, ainda que intervaladas. "Abandonado" pelo meu sobrinho, fiquei muito limitado nos locais de pesca ( existem muitos locais, onde não vou sozinho, além da proibição absurda de pescar na Freguesia do Rogil), a somar às limitações naturais com vento, o estado do mar, e a quantidade e qualidade do peixe.

A "cor da agua" nem sempre foi a melhor, devido talvez ás tempestades, chegou a haver alturas em que com agua pelos joelhos não via os meus pés. A qualidade dos peixes era tal que houve dias de puro feeding fish e de praticar o catch and release. Com o passar dos dias esta situação foi melhorando.

Apesar de todas as limitações, não posso deixar de considerar como positivo, acima de tudo pelo tempo passado junto a este mar que tanto adoro.

Senti bastante a falta do Jorge, não apenas por me ter impedido de ir a bons locais, mas principalmente pela sua companhia. Não é a mesma coisa não ter o meu sobrinho por perto. Mas existem coisas que se sobrepõem á nossa vontade, e no caso dele até é por coisas boas, antes assim.

Aqui ficam 3 fotos que explicam a evolução do peixe apanhado.


 



E o Verão está ai á porta

Saudações para todos e divirtam-se acima de tudo, com segurança

quarta-feira, 12 de março de 2014

No último suspiro

Nesta mini-deslocação de 4 dias ao Rogil (Aljezur), as pescarias estiveram longe, muito longe, de correr bem. Mas a pesca tem o dom de poder alterar tudo no último momento. Aqui fica um resumo do que se passou.

Segunda, dia 10 de Março

 

Se no Domingo estava um super-levante que não deixava pescar, na Segunda lá fui eu iniciar estas jornadas. As previsões indicavam uma subida da ondulação e tal se verificou, pelo que escolhi uma praia que aguentasse um pouco a ondulação e desse ao menos para fazer uns lançamentos ao fundo.


Tudo começou muito mal, com o passador da ponteira da cana a partir logo na montagem. Uns bons minutos estive eu a tentar arranjar um mecanismo que ao menos permitisse pescar. Depois de mais de 2 meses sem pesca não queria voltar logo para casa. Com limitações no lançamento longo, a actividade era muito pouca, só intercalada com um sargote que nem sem defeso teria lugar na minha rede... 

Com a maré a vazar, subi até uma pedra que permitia lançar um pouco mais longe na baía. Apanhei logo uma tainha jeitosa. Hum, às vezes os robalos andam no meio delas, pensei. Tornei a lançar no mesmo sítio, e senti um bom esticão. Quando senti o peixe preso é que foram elas. Estive com ele cerca de um minuto e apenas a tentar aguentar. Mesmo com a embraiagem a dar alguma folga, lá rebentou com o meu 0,28 mm. Só podia ser um robalo. Até me ir embora, vieram 2 robaletes, talvez os seus bisnetos, devolvidos em perfeitas condições.



Terça, dia 11 de Março

 

Neste dia, muito pouco há a contar. O mar era parecido ao dia anterior. Mais um surfcasting a ver se aparecia um tarolo ou um dentuças. Mas foi um dia muito fraco. Muito pouca actividade, intercalada com um espaço de 15 minutos onde tive um toque bom e apanhei 2 sargos, um devolvido ao mar e outro trouxe comigo, já com um tamanho razoável, porque engoliu literalmente o anzol 2/0 cheio de sardinha!



Quarta, dia 12 de Março

 

Tinha de estar às 14h30 em Lisboa. Maré baixa às 6 da manhã, mar a descer. Sinal de sargos muito fraco, além de estarem em defeso. Lá fui obrigado a fazer uma madrugada de spinning, algo que fiz pela terceira (!!) vez na minha curta carreira, a última vez há já uns 5 anos (!!).

Assim sendo, fui comprar um multifilamento no dia anterior e às 6 da matina já andava eu a caminhar pelos medos do Rogil em direcção ao pesqueiro. O mar era ainda batia forte nas pedras de dentro, onde eu pensava ir. Como quase nunca corrico tenho apenas 2 amostras, uma Angel Kiss e uma saltiga (a sardinha). Passei com o fato de mergulho para uma pedra, mas ao 6º lançamento parti a Angel Kiss por um erro de principiante, ao esquecer que não tinha a asa de cesto aberta e atirar a amostra assim contra a rocha. Acontece ehehe.

Só com uma amostra e com o mar a bater muito forte naquela pedra, mudei de ares. Mas as opções não me deixavam fé nenhuma. Eram pedras muito recuadas e com pouca água ainda. Mas não podia desistir. Corri a praia toda, saltando de pedra em pedra, sem resultado. Estava já a regressar, perto das 8 horas, para me vir embora, quando me lembrei de fazer uma visita a uma pedra onde às vezes dá uns sargos bons. O mar já tinha enchido um pouco, embora ainda se vissem muitas pontas de pedra à tona da água. Mas tentei. Uma, duas, três...nove, dez vezes... e nada. Estava mesmo a dar por encerrada a jornada, uma autêntica desilusão, no computo geral, os 3 dias. Mas foi mesmo, ao último lançamento e inesperadamente sinto um esticão na cana e logo percebi que não estava preso na rocha. Era mesmo um peixe! E como me assustei quando o vejo saltar no ar, com medo que desferrasse face ao tamanho que parecia ter. Não era nenhum tarolo daqueles, mas já foi um excelente prémio. Valeu o esforço! Foi mesmo o último lançamento porque não consegui tirar a amostra (a única que já tinha) do peixe. Até com ele morto foi difícil, estava preso nas 3 fateixas! Acusou 2,980 kg na balança.




domingo, 9 de março de 2014

Fotografias

Hoje fui dar uma volta por algumas praias aqui no concelho de Aljezur. Aqui ficam algumas fotos.











O estado da descida para a praia